Matt Chandler Atos 29 Pastor Texas - Dallas, 

Tem sido minha experiência que as inspirações são breves, esporádicas e raras. Por inspiração, quero dizer aqueles momentos em que nossas almas são estimuladas a um nível elevado de sentir, pensar e fazer. Eu amo aqueles breves momentos esporádicos e raros. Eu sou viciado para a vitalidade que eu tenho, o amor que eu sinto, e a clareza de pensamento que ocorre quando estou inspirado. Eu tenho tentado há anos para prestar atenção a estes momentos, para cavar neles, escavar-los, e entendê-los. 

O que é que me inspira? 
Quem é? 
O que desperta o meu carinho ... para minha esposa? 
Para meus filhos? Para a vida em geral? 

Isso para mim é uma das idéias principais que exigem uma resposta. Para resolver esse enigma árduo significa mais energia, mais riqueza de vida, relacionamentos mais profundos e com maior auto-consciência. 
Vários anos atrás, comecei a aplicar esta linha de pensamento para o meu relacionamento com Cristo. Em vez de perguntar-me o que me inspirou a ser um bom homem (o que é isso mesmo?) Eu comecei a perguntar o que agita minhas afeições para Cristo. Que, quando eu estou fazendo isso, quando estou ao seu redor ou habitação em que cria em mim uma grande fome de, paixão e adoração de Cristo e de Sua missão? A primeira lista foi um estranho.Parecia algo como isto: 

1. Café quente  cedo pela manhã
2. Os escritos de John Owen (na época era a mortificação do pecado) 
3. Ouvir Lauren cantar
4. Passeios por cemitérios (eu sei que isto é estranho, mas me lembrou de mortalidade) 
5. O livro de Hebreus 
6.  Diálogo robusto sobre eclesiologia ou missiologia 
7. Sermões de John Piper 
8. música sobre angustia.
 
Eu também lutei com atenção ao que me roubou de afeição por Cristo. Que, quando eu estava fazendo isso ou passar o tempo em torno dele criou em mim um amor doentio por este mundo? A primeira lista foi um estranho, porque a maioria das coisas que me roubou de zelo por Cristo e Sua missão era moralmente neutra. Parecia algo como isto: 

1. Assistir TV demais e passando muito tempo online 
2. Ficar acordado até tarde sem motivo 
3. Na sequência de esportes muito perto 
4. Ser fisicamente preguiçoso 
5. Conversas vazias (falando por horas sobre o nada) 
6. Ociosidade 

Para os últimos anos eu tenho essa lista atualizada frequentemente. Na verdade, mudou um pouco. Eu quero prestar atenção à vida. Eu quero ser introduzido para o que alimenta meu zelo para com o nosso grande Deus e Rei, o que mata que zelo. Minha esperança é que eu poderia inundar a minha vida com Cristo, exaltando, adoração, criar coisas e evitar qualquer coisa que possa roubar-me disso. 
O que te inspira? 

Melhor ainda, o que desperta sua afeição por Cristo, verdade e santidade? Se nós podemos encher nossas vidas com as coisas que agitam nossas afeições e evitar e fugir daquelas coisas que nos roubam de inspiração, nós temos uma chance maior de habitação profundamente. 
O que e quem te inspira? Agita-lo? O que você aperta em lugares sagrados? O que tira você de alegria e vitalidade? O que tira você de sua afeição por Cristo e santidade? 
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Matt Chandler posts são re-publicado com a permissão de seu blog-Dwell Deep.

Tradução livre e limitada da edição deste blog.

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Na ultima postagem escrita (aqui) pontuei alguns princípios a partir do conhecido diário de David Brainerd (editado por Jonathan Edwards) publicado pela editora Fiel em português (se você não leu, vale a pena adquirir rapidamente e devorar intensamente) sobre plantação de igrejas. Nessa postagem, o que transforma em uma série (pois já é a terceira vez que faço uma analogia do diário de Brainerd com alguma área do ministério), conversaremos de forma breve sobre o coração do plantador de igrejas/pastor.

Um aspecto singular do ministério pastoral, seja plantando igrejas seja em um trabalho já estabilizado é que o ministério é um trabalho do coração. É visível as tensões emocionais que Brainerd viveu enquanto plantava igrejas entre os índios:

- Solidão
- Adaptação em outra cultura
- Doenças físicas
- Melancolia (depressão, tristeza profunda)
- Sentia Deus ausente

O que? Mas ele não foi um pastor? Sim, pastores e plantadores de igrejas são seres humanos, mortais, iguais a todos os outros (porém com uma responsabilidade). A mentalidade empresarial que tomou conta das igrejas fazem com que elas olhem para o obreiro como um funcionário que se não atingir metas, não é considerado competente (claro que a incompetência atrapalha o obreiro no ministério). Imaturidade e sentimentalismo tampam a visão e não permitem enxergar a graça de Deus na vida de um servo imperfeito e uma comunidade imperfeita porém em redenção rumo a um crescimento cristão. O trabalho pastoral ou de plantação de uma nova comunidade é estressante (por mais apaixonante que seja) e demanda que o obreiro mantenha o seu coração sob cuidado das Sagradas Escrituras sempre sondando suas motivações e também sabendo lidar com seus limites (todos nós temos) e sabendo lidar com as altas expectativas dos liderados.

O que podemos aprender?

Pastores e plantadores de igrejas:

- Evitem a solidão com boas amizades e bons tutores/mentores
- Cuidem de si mesmo (Baxter, parodiando Paulo a Timóteo)
- Fujam da politicagem
- Por mais que tenhamos dia após dia que fortalecer o coração, somos seres humanos, o perfeccionismo não é bíblico.
- Leiam biografias para inspiração (santos imperfeitos)

Igrejas e comunidades cristãs:

- Os líderes são discípulos e discípulos são seres humanos
- Deposite em Cristo a expectativa perfeccionista que você tem dos seus líderes, somente Ele poderá suprir.
- Não julgue, você não está no lugar do seu pastor.
- Ore pelo seu pastor.

Conscientização da graça de Deus fará com que conheçamos mais a nós mesmos (e ao próprio Deus), abandonemos o legalismo e a ética do devedor (parodiando John Piper) e agimos motivados pela graça.

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Não há de que, depois você se identifica em pvt. Estou aqui para lhe servir.

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Quem disse que não? O que seria arrependimento? Quem concede o arrependimento? Há alguma possibilidade de se perder o perdão de Deus doado pela graça no sacrífico da cruz através da fé (confiança) em Cristo Jesus?

Perdoe fazer as perguntas quando deveria responde-las mas precisamos analisar as bases e pressupostos de forma bíblica.

Um pecador perdoado pela cruz está salvo, assim creio.

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Acredito que não! Não há base bíblica para tal afirmação. A Bíblia afirma sim que Jesus Cristo em sua cruz perdoa todos os nossos pecados e isso inclui o suicídio.

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Gosto muito de David Brainerd! Sua vida, sua dedicação a causa do Evangelho de Jesus Cristo. Li a sua biografia editada por Jonathan Edwards quando ainda estava no seminário (compre aqui) e já postei sobre ele (fazendo uma comparação com uma jovem moça que era dedicada ao Senhor aqui). Para maior conhecimento da vida desse servo de Deus leia o artigo aqui. Essa leitura foi indicada pelo meu mentor na época que salientou ser o livro "a minha cara" (no sentido de identificação com as crises e o temperamento emocional de Brainerd) e pela sugestão dele, caminhei com esse diário vários anos como uma fonte de encorajamento e consolo (claro que nada substitui a Bíblia, Palavra de Deus). Entre seus 25 anos até sua morte com 29 anos dedicou e devotou a sua vida a servir a Cristo plantando igrejas entre os índios. Após ser expulso da faculdade onde estudava Teologia para ser pastor, de forma "estranha" e estúpida, Deus tinha um plano maior para a vida do seu servo. O que podemos aprender com seu diário na perspectiva da missão, do "fazei discípulos" e do plantio de novas igrejas? Arrisco alguns palpites:

1 - David Brainerd mostrou em seu diário uma obediência firme a Grande Comissão (Mt:28:18-20). Focou os ultimos anos de sua vida em sua juventude a fazer discípulos de Cristo entre os índios e como consequência nascendo novas igrejas.

2 - Brainerd entendeu que o Reino de Deus está acima das instituições. Não se prendeu a diploma mesmo tendo potencial para se formar e pastorear uma grande ou média igreja. Mesmo assim não foi soberbo em agir por conta própria buscando autorização para pregar através de agência missionária e igrejas locais com pastores ordenando e supervisionando seu trabalho. Vendo impeditivos para se formar em Teologia e pastorear uma igreja, entendeu o chamado de Deus para pregar entre os índios.

3 - Brainerd exerceu um ministério encarnacional entre os índios pregando o Cristo humilhado e exaltado. Ele encarnou a missão do seu mestre, Jesus Cristo, entre aqueles índios. Plantadores de igrejas (e pastores) devem encarnar a missão de Jesus no seu contexto ministerial e de serviço (por encarnar entende-se a encarnação redentora de Cristo que se fez homem para obedecer a lei de forma perfeita e morrer por pecadores, claro que só Ele fez isso, então, quando falamos em encarnar a missão de Jesus é ter a missão Dele como estilo de vida).

4 - Brainerd não agiu como se fosse de uma cultura superior aos índios mas viveu entre eles, como um deles para contextualizar o Evangelho entre eles (pregando até mesmo com ínterprete e tradutor contratado). Ele não abriu mão do Evangelho e nem fugiu dos termos bíblicos e históricos mas explicou o que cada siginificava naquela cultura.

5 - Brainerd descansou firmemente na graça soberana de Deus. Ele sabia que é Deus quem faz a obra (claro que nunca usou esse princípio para um quietismo ou acomodação mas entendeu que a graça de Deus é um incentivo a evangelização como salienta o Apóstolo Paulo). Ao contrário do que vemos hoje em algumas agências missionárias ou igrejas que sustentam plantadores cobrando resultados dos missionários ao invés de entender que é a graça de Deus quem opera (claro que isso não é desculpa para incompetência no serviço a Deus).

E será que há espaço para novas igrejas plantadas hoje no Brasil? Um sonoro SIM! Por que?

1 - Cumprir a grande comissão no Brasil. Há locais rurais fortemente religiosos ainda não alcançados, há locais indígenas ainda não alcançados, há tribos urbanas que demandam uma estratégia ainda não alcançadas.

2 - Estagnação e letargia de algumas igrejas dirigidas mais pelo tradicionalismo do que pela boa tradição contextualizadora do Evangelho. 

3 - Abrir espaço para bons obreiros que são plantadores em potencial. E como Brainerd precisam de seu espaço.

4 - Fomentar a missão urbana (ou a missão de modo geral no Brasil).

5 - Ter igrejas mais facilmente moldadas pelo Evangelho pelo discipulado no contexto da missão com os neo-conversos o que gerará uma igreja mais focada na missão do que na acomodação.

Com isso, não estou dizendo que todos os obreiros, centros de capacitação e formação de líderes devam apenas focar no plantio de novas igrejas. As igrejas já estabelecidas precisam de pastoreio e cuidado através do Evangelho. O ponto é que há obreiros que foram redimidos para cuidarem e outros para plantarem e ambos precisam de espaço.

Que Deus use poderosamente o diário de David Brainerd para comissionar, equipar e motivar plantadores na chamada para a seara do Senhor Jesus em obediência a grande comissão. Não porque há poder no diário em si, mas porque essa biografia aponta para o que transforma nosso coração e nos chama a missão, a saber, o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dedico esta postagem aos plantadores e pastores que participam do treinamento das redes Restore Brazil/Atos 29 Brasil, bravos guerreiros do Evangelho.

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Bom, hoje é dia do amigo e todo mundo tem falado, pensado e escrito sobre isso. Então a postagem do blog hoje não será diferente mas já existe na internet material sobre o tema. Então, ao invés de escrever algo sobre, prefiro indicar dois excelentes artigos:

Um do Pr. Thabiti Anyabwile da PIB das Ilhas Cayman e preletor da conferência de pastores e líderes da Fiel este ano.

Outro é do meu amigo, Pr. Welerson Duarte, diretor do Seminário Presbiteriano Conservador em São Bernardo do Campo - SP.

Clique em cima dos autores e irá ler excelentes artigos sobre a temática da amizade do ponto de vista do Evangelho e da Palavra de Deus.

Dedico a divulgação desse material através da postagem a todos os meus amigos.

Boa leitura. Que seja esclarecedora para a sua mente, edificante para o seu coração e pratica para sua ação.

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